Wando Jacinto Barros e Luciano Correia Santos

A notícia mais louca que eu vi essa semana não tem nada a ver com gripe suína, ou gripe A, seja lá que nome estão dando para ela agora. O que me deixou mais embasbacada foi a ventania que sem dar aviso saiu carregando tudo em São Paulo na tarde de segunda-feira. O fenômeno tocou o terror por onde passou e nos deu umas imagens bem sinistras que sem tardar devem entrar para os Vídeos Incríveis.

Os caras no título, Wando e Luciano, estavam tranquilamente terminando a limpeza das janelas de um prédio comercial na Zona Sul de São Paulo quando o pesadelo começou. Com a ventania de 80km/h, o andaime no qual estavam (erguido a 30 metros, na altura do 7° andar) começou a balançar no estilo cena do filme Twister. Mas não era um filme. Enquanto os dois trabalhadores tentavam se segurar o troço ia de um lado para o outro, batia no prédio, e o “cinegrafista amador” assistia a tudo tão embasbacado quanto o pessoal atrás das janelinhas. Foi graças ao espírito de ajuda desse pessoal que Wando e Luciano conseguiram sair vivos e apenas machucados. Situações extremas como essa costumam levar as pessoas que as assistem (chocadas) a fazer de tudo para salvar o outro, mesmo que desconhecido. Acho esse um aspecto pra lá de interessante da natureza humana. Funcionários dos escritórios estenderam uma jaqueta para que os dois se segurassem e, após conseguirem se livrar da janela e dos cabos que os prendiam ao andaime (não pense que foi fácil), os puxaram para dentro.

Vida longa a Wando (em cima) e Luciano, os sobreviventes do andaime.

Vida longa a Wando (em cima) e Luciano, os sobreviventes do andaime.

“Você está sempre querendo ajudar alguém, ainda mais nesse Brasil nosso que tem um monte de gente precisando ser ajudada. E acho que o que a gente fez foi isso, ajudou a salvar efetivamente duas vidas. Acho que todo mundo que ajudou está super feliz com tudo isso”, disse Marcos Viana, um dos participantes do resgate. Era disso que eu estava falando. Quando as opções são ou se fazer algo ou ver o sujeito cair mortinho ali na sua frente as pessoas se jogam, fazem algo – seja lá que algo for. Tá aí uma coisa legal, não?

Susto passado, os trabalhadores passam bem e já estão prontos para outra (mas de preferência que não haja nenhuma outra!). Luciano limpa fachadas há 2 anos e meio e pretende continuar no emprego: “Continuo porque é minha profissão, é meu ganha-pão, tenho que ralar nisso aí mesmo”. O fato é que ele e seu amigo sobreviveram, mostraram (sem querer) que a solidariedade existe e que um limpador de fachadas pode sim ter uma baita história para contar para os netos.

~ por LSReis em 05/05/2009.

3 Respostas to “Wando Jacinto Barros e Luciano Correia Santos”

  1. Primeiro: cara, se eu fosse um dos caras no andaime eu não precisava ter caído. Morria de infarto no máximo quando o negócio bateu pela segunda vez na parede.

    Segundo: tem sempre um engraçadinho fazendo a dança do siri. Me lembro na manifestação contra as cotas na ufes, acho que ano passado ou retrasado, que um menino seminu dançando conseguiu fazer a jornalista desistir de gravar a matéria.

    Terceiro: E São Paulo também tem um Brooklin?

  2. Meudeus! Que medo…nem fiquei sabendo dessa ventania louca aí, obrigada por me contar x)

  3. Achei os comentários!!!
    \o//
    Meu Deus! q medo hein?!

    se fosse comigo tinah morrido era do coração!
    aushuash

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